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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Batida ao javali

Informamos que se vai realizar na nossa aldeia uma batida ao Javali, domingo dia 16 de Janeiro de 2011.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Alambique Tradicional


Na nossa aldeia era muito comum haver casas que tinham um alambique (pota) e cada um fazia a sua aguardente.
Após a vindima e de ter sido feito o vinho, ficavam no lagar os restos dos cachos de uva espremidos (bagaço) durante alguns dias a fermentar - nada se perdia.
Esses restos, depois de fermentados, eram colocados na pota para se fazer a aguardente.
A aguardente juntamente com pão, nozes, figos e chouriço, servia para "matar o bicho" antes de irem para os campos trabalhar, o seu consumo era generalizado e diário.
A pota era feita de cobre e constituida por três peças: um recipiente maior e arredondado onde se colocava o bagaço (pote), outro que se enchia de água fria (cabeça) e um ou dois tubos. As junções das peças eram vedadas com massa do pão para não deixar sair vapor.

Como se fazia:
Era feito um lume que tinha de ser constante (e para isso usava-se lenha de carvalho, castanheiro ou torgos de urzes) e colova-se o alambique por cima. Enchia-se o recipiente maior com o bagaço quase até ao topo e deixava-se ferver. Durante a fervura era libertado vapor que saia por um tubo no cimo do pote, passava pela cabeça e saia já na forma líquida para um garrafão ou garrafa.
À medida que a aguardente era feita (com o mesmo bagaço), ia ficando mais fraca. Era preciso ir provando para ver se ainda era boa ou se tinham que retirar aquele bagaço e colocar outro para recomeçar a destilação.

Era um processo muito demorado, porque a aguardente saia pelo tudo em pequenas quantidades. Era também necessário ir mudando a água da cabeça quando ela começasse a aquecer.



Pota de fazer a aguardente (Alambique)
Foto tirada em 1964 - Fernando Norte Pedro (meu pai)
 


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Noite de Reis


   Cantar os Reis era uma das tradições da aldeia, formavam-se grupos de pessoas de todas as idades e iam de casa em casa cantar às portas. Depois de terminarem a canção mandavam entrar os cantores e ofereciam comida e bebidas em sinal de agradecimento e conviviam todos, havia grande proximidade entre os habitantes.
Esta tradição realizava-se entre o dia de Natal e o dia de Reis.




***

Graças a Deus que chegamos aos degraus desta escada
Logo o meu coração disse
Aqui mora gente honrada

Ó anjo celeste alcançai victória
Os anjos do ceú cantando a glória

Um raminho, dois raminhos, três raminhos ao seu peito
Viva lá o Sr. ______ que estes vão a seu respeito

Ó anjo celeste alcançai victória
Os anjos do ceú cantando a glória

Quem diremos nós quem viva no rabo de uma raposa
Viva lá o Sr. ______ e também a sua esposa

Ó anjo celeste alcançai victória
Os anjos do ceú cantando a glória

Quem diremos nós quem viva num ramo de salsa crua
Viva lá os seus filhinhos que é quem brilham nesta rua.

Ó anjo celeste alcançai victória
Os anjos do ceú cantando a glória

Quem diremos nós quem viva
Mais os anos que deseja
Viva também uma rosa que recebeu na igreja

***

Quando alguém não abria a porta descantavam os Reis

***
Estes Reis que aqui cantamos tornamos a descantar
Que estes barbas de farelos não tem nada que nos dar.

Ó anjo celeste alcançai victória
Os anjos do ceú cantando a glória

***

Havia muitos mais versos mas não nos foi possível fazer a sua recolha.
Se souber mais algum, ajude-nos a completar o poema.

Passagem de Ano em Edroso 2010/2011







As amigas de infância não faltaram.


Três gerações de primas.
e cá está o primo também.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Plantas de uso medicinal

Esta planta era usada para curar pequenas feridas ou cortes. O caule da planta contem um suco de cor amarelo-acastanhada que servia para desinfectar feridas, à semelhança do betadine usado actualmente.

Nome: Ceruga
Onde se pode encontrar: Em vários sítios, mas principalmente nos muros de pedra.
Quando se pode encontrar: Praticamente durante todo o ano em zonas frescas.
Dimensão: Planta rasteira.














Esta planta era usada para curar feridas ou cortes de maior dimensão. Aquecia-se a folha e untava-se com azeite para ficar macia e aderir à pele. Colocava-se na ferida sendo atada com um pano para não sair do lugar. Servia de pomada e de cicatrizante.

Nome: Folha da trolha
Onde se pode encontrar: Em vários sítios frescos.
Quando se pode encontrar: Praticamente durante todo o ano.
Dimensão: Pode atingir 1 m de altura dependente do local onde cresce.

Se quiser completar informações, agradecemos a sua colaboração.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Famílias de Edroso

É bom recordar...

Família de João dos Santos (João de Deus). Foto tirada em 1958 faltando as 3 filhas mais velhas que já tinham partido para Lisboa em busca de uma vida melhor.
Os progenitores: Esmerinda e João, infelizmente já falecidos.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Festa de fim de ano em Edroso!

Festa de fim de ano na nossa aldeia. Pois bem, já está confirmada!

A direcção da ASCRAEL confirmou e convida todos a comparecer na Associação para contar em decrescente os segundos para o próximo ano.

Venha, traga a família e amigos, junte-se a nós para festejarmos uma passagem de ano diferente.

Por favor, confirme a sua presença para podermos estimar o número de pessoas presentes.


segunda-feira, 20 de dezembro de 2010


E porque é Natal...



Quadra festiva a que ninguém fica indiferente, onde se celebra o nascimento de Jesus, sendo um feriado católico, muitos não católicos festejam esta quadra.
Independentemente das crenças, é nesta quadra que nos lembramos mais dos que estão distantes e não vemos, pensamos nos que partiram da nossa vista mas não da nossa vida e somos um bocadinho mais brandos com os outros.

E porque é Natal desejamos a todos os familiares, amigos e conhecidos assim como aos que visitam este espaço um Santo e Feliz Natal!



sábado, 18 de dezembro de 2010

A matança do porco

O animal, à espera...

A captura.



Chamuscar o porco (agora utiliza-se um maçarico a gás; antigamente eram usados pequenos "facheiros" (molhos) de palha.








Rapar a pele e os pelos depois de chamuscados.


Lavagem (agora já começa a ser introduzido outro modernismo (máquina de lavagem à pressão); apesar de tudo,  este processo de lavagem geralmente ainda é feito com recurso a pequenas pedras ásperas que vão sendo deslizadas pelo corpo do animal, depois de ter sido molhado). 







Tirar a "couracha" e o "balho" para depois abrir a barriga.
 




As mulheres a separar as entranhas do porco, para depois do almoço irem lavar as tripas que serão utilizadas no fumeiro (esta é a primeira das muitas tarefas femininas na matança).






O animal pendurado, a decorrer e a arrefecer, para no dia seguinte ser "desfeito" (desmanchado). Ainda que se seja necessário algum conhecimento para "desfazer" o porco e separar as suas diferentes partes e carnes para diferentes enchidos, não nos podemos esquecer do ditado: "Não há lameiro mal segado, nem porco mal desfeito".        

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Fumeiro tradicional


Antes de fazer o fumeiro houve a matança do porco.
A tradição é mantida na nossa aldeia, entre portas, limitada ao núcleo familiar.
Aqui fica um exemplo das iguarias confeccionadas pela nossa gente, as alheiras, os chouriços de carne, os salpicões e o bucho para degustarmos com o olhar.